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Distante de
Manaus 420 km por via fluvial, a viagem é feita em
barcos regionais em redes ou camarotes, são 15 h
descendo e 27 h subindo o Rio Amazonas (Parintins-Manaus),
por via aérea em torno de 1 hora de voo.
A Serra de Parintins é uma formação de 152 m de
altitude, circundada por uma espessa vegetação rica em
flora e fauna. Na sua lateral estende-se o belíssimo
lago da Valéria que é a porta de entrada do Estado para
o turismo de natureza.
No rio Uaicurapá, em sua
época de vazante (agosto a fevereiro), surgem as belas
praias fluviais com areias brancas e águas escuras, não
muito longe o visitante pode curtir as ilhas do Pacoval,
das Onças e das Guaribas.
O
Folclore é considerado a maior manifestação
cultural do Brasil. A partir de 12 de junho os folguedos
juninos começam a se apresentar nas quadras das escolas
e no Bumbódromo (arena com formato estilizado de cabeça
de um boi e uma capacidade para 35 mil espectadores).
São
Quadrilhas, Cordões de Pássaros, Xaxados e Bois-Bumbás
trazidos pela migração nordestina no início deste século.
O concurso se estende até o final junho, dando lugar à
disputa do Caprichoso e Garantido que aqui tomaram características
próprias com a miscigenação indígena.
Festival Folclórico de Parintins
Pacote para o Festival - Info & Reservas
Dias
28, 29 e 30 de junho eram dedicados exclusivamente aos
espetáculos proporcionados pelos dois bumbás rivais, CAPRICHOSO e GARANTIDO, que durante horas em
cada noite encenam um verdadeiro ritual amazônico com
Pai Francisco, Mãe Catirina, Tuxauas, Cunhã Poranga,
Pajé e suas inúmeras tribos, lendas e rituais indígenas.
Dançam em círculo ao som das toadas e o toque das
palminhas ao ritmo cateretê (indígena), carimbó e
marcha. Em uma decisão que contraria a tradição
do Festival desde 2005 o festival é realizado
no último final de semana do mês de junho, sexta/sábado/domingo,
é a tradição se rendendo ao lado comercial, que no
entendimento de alguns tal mudança pode atrair mais público
e renda.
As
torcidas ornamentam seus redutos com muita criatividade
para completarem o show inesquecível. Ao entrar na arena
o boi bumbá é recebido com uma salva de fogos de artifícios
e o grito de guerra da plateia ecoa diante do silêncio
da galera contrária.
Linguagem do Festival
Arraial
- Comércio de comidas típicas e atividades socioculturais.
Contrário - Denominação dada ao torcedor do
outro boi, em época de festival a rivalidade é tão
grande que se recusam a pronunciar o nome do boi "contrário".
Figura - Personagem do boi, exemplo: Bicho
folharal, Dona Aurora, Neguinho do Campo Grande etc...
Galera - Torcida.
Cunhã Poranga - Moça Bonita.
Marujada de Guerra - Nome dado a batucada do
Caprichoso.
Palminha - Dois pedaços de madeira retangular (itaúba
ou sucupira) usado para marcar o ritmo das toadas.
QG - Local onde são confeccionadas as fantasias.
Toada - Música.
Tripa - Pessoa que brinca embaixo do boi.
Mais descritivos da cidade
e do Festival
Parintins fica distante de Manaus
420km (leste) por via fluvial, por via aérea são 350km
e a viagem leva em torno de 1 hora. Com mais de 90 mil
habitantes a cidade é localizada na margem direita do rio
Amazonas, a Ilha Tupinambarana. A vegetação, típica da
região amazônica, é formada por floresta de várzea e
terra firme, tendo ao seu redor um relevo composto por
lagos, ilhotas e uma pequena serra. No rio Uaiacurapá,
na época da vazante, surgem as belas praias fluviais.
Também procuradas pelos banhistas, as ilhas do Pacoval,
das Onças do largo Mar e das Guaribas têm ainda a
vantagem de serem ricas em flora e fauna. Para os
apreciadores da pesca esportiva, as opções também são
variadas. Macurany, Parananema, Aninga, Zé Açu, Valéria
e Uaiacurapá são alguns dos muitos lagos piscosos da
região. A serra de Parintins é outro atrativo natural
que merece ser visitado. É uma pequena formação de 152
metros de altitude circundada por espessa vegetação, no
seu pé, estende-se o Lago da Valéria, velho conhecido
dos pescadores. Cidade limpa e aconchegante, Parintins
tem tudo para agradar o visitante. Para os adeptos do
"turismo cultural", a dica é incluir na
programação uma visita à igreja do Sagrado Coração
de Jesus, construída em 1883; às casas situadas na Rua
Benjamin da Silva e Praça Eduardo Ribeiro; e às ruínas
da Vila Amazônica, resultado da migração japonesa para
a região, estimulada pelo cultivo da juta na década de
30.
Parintins se transforma com a
chegada do mês de junho. Dividida nas cores vermelho e
azul dos bumbás, Caprichoso e Garantido, é palco
da maior manifestação cultural da região norte do
Brasil, o Festival Folclórico de Parintins. No final do
mês de junho as atenções se voltam para as apresentações
dos bois Caprichoso e Garantido, que há quase 80 anos
brincam nas ruas da cidade e dividem "o coração"
do povo da ilha. O espetáculo proporcionado pelos bumbás
durante os três dias vale o esforço dos 10 mil
brincantes que, durante três horas por noite dançam ao
som das "toadas" e dos repiques das batucadas.
Diante de uma plateia de mais de 35 mil espectadores, a
criatividade do Parintinense parece inesgotável. Lendas
como a da "Cobra Grande" ganham vida na mão
dos artistas do festival e enriquecem as apresentações
dos Bumbás. Nas arquibancadas, o espetáculo não é
menor. As "galeras", como são
conhecidas as torcidas organizadas dos dois bois,
ornamentam seus territórios da melhor forma possível,
com bandeirinhas, balões, fitas, painéis luminosos e
tudo o que a imaginação mandar. Se o boi que está na
arena é aquele do seu coração, deliram entoando as canções
e batendo vigorosamente as "palminhas" de
madeira em ritmo cadenciado. Mas se o bumbá na arena é
seu "contrário", o silêncio é total. A
entrada de cada bumbá no Centro Cultural de Parintins,
batizado carinhosamente de Bumbódromo, é antecipada por
uma salva de fogos de artifício e pelo grito de guerra
dos "brincantes", que ecoa diante da multidão
ansiosa. Na arena, desfilam figuras, como rainhas,
princesas, animais estilizados e personagens do folclore
brasileiro como o Curupira, a Iara, o Boto Tucuxi e
muitos outros. Mas o ponto alto é a encenação da
"morte do boi". Resumindo, a história é
simples. Mãe Catirina está grávida e deseja comer língua
de boi. Pai Francisco, com medo do filho não nascer com
saúde, satisfaz o desejo da esposa e mata o boi de seu
amo. O amo descobre e resolve prender Pai Francisco com a
ajuda dos índios. Depois de muito sofrer, ele é salvo
pelo padre e pelo pajé. Esse consegue a façanha de
ressuscitar o boi. Com o boi vivo novamente, a festa
reinicia-se e segue intensa, num ritmo frenético que
contagia a todos e não deixa ninguém imune.
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