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Quando chegaram
os estrangeiros gloriavam-se de ver os artesanatos Baniwa
que fez com que mais tarde trocassem esses artesanatos
por mercadorias. Ai então os Índios passaram a produzir
e vender bastante aos Colombianos, a FUNAI (Fundação
Nacional do Índio), as Missões Salesianas e a outros.
São estes os
artesanatos que produziam: Flecha e arco para caça e
pesca; Ralo para ralar mandioca; Tipiti para espremer a
massa da mandioca; Balaios e Urutus para guardar a massa,
farinha, tapioca, beiju, frutas etc...; Peneira para
peneirar a massa seca para fazer farinha e beiju, tapioca
ou curadá; cumatá especial para tirar goma de massa;
Abano para virar e tirar o beiju do forno feito de
argila; Banco para sentar; Pilão para moer a carne
cozida, peixe moqueado, pimenta e outros sempre torrados;
Pulseiras; Anéis de caroço de tucumã; Cesto e Peneira
de cipó para carregar e guardar mantimento; Zarabatana
para caça especial de aves; Japurutu, Cariçu e Flauta são
instrumentos musicais entre outros cada um com seu específico
som harmonioso; Cerâmicas para fazer pratos, panelas,
botija de cerâmica para fabricação de bebidas alcoólicas
especiais e outros ornamentos para momentos de festas e
etc...
Balaios
(Ualaia) e Urutus (Uluda)
Os artesanatos
indígenas Baniwa são utilizados tradicionalmente para
guardar mantimentos como farinha, beiju, tapioca e frutas.
Elas podem ser feitos de tamanho grande, médio e
pequeno, são extraídos de uma planta chamada Arumã do
mato, da qual passa pelo processo de ir buscá-lo na
cabeceira dos igarapés na terra firme ou na capoeira,
tirando na medida dependendo do tipo de artesanato que se
pretende fazer, depois disso raspá-lo, lavar, deixar
secar e logo após pintar de preto ou vermelho de urucum,
misturar com verniz do mato para dar tal brilho
excelente, depois de secar a tinta começa a tirar em
talas de tamanho igual, prossegue-se a fazer já para ter
o nome de Balaio ou Urutu, tecendo os desenhos que
preferir até o acabamento.
São 150 unidades
de Arumã para fazer uma dúzia de Urutu ou Balaio. O
Arumã da qual se extrai as talas, são cortados rentes
ao solo, cada vez que se corta um, nasce duas ou três
mudas. Os nomes dos artesãos de Balaio e Urutu são: Júlio
Valentim e Arcindo Graciliano da aldeia Jandú Cachoeira
(Eñipani) perto da sede da OIBI (Organização Indígena
da Bacia do Içana) filiada a FOIRN (Federação das
organizações Indígenas do Rio Negro).
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